sábado, maio 19, 2007

...Y...
"Já lá vão alguns anos (3anos, pois isto aconteceu no ano lectivo de 2002/2003), quando o jornal da nossa escola, que não era bem um jornal, foi entregue aos alunos. Era uma espécie de revista com textos de alunos, professores… o tempo foi passando e o jornal foi mudando. Com o tempo o nosso jornal foi ganhando tamanho, cores, prémios… enfim foi ganhando vida! O problema é que o nosso jornal está em “vias de extinção”!!! E, tu perguntas: “ Em “vias de extinção”?!” E eu respondo-te: “Sim! Porque se não fosse o esforço de alguns professores já não existia jornal nem nunca tinha existido! Por isso vamos lá alunos “pôr mãos à obra” para continuar este trabalho!"
Bem... na verdade já passaram muitos anos e, a prova disso é que já não estou aí... o tempo passou, mas felizmente o jornal continua desde 2002. Têm de o fazer crescer. Se forem capazes de o fazer, um dia mais tarde irão ter "um fio condutor" que vos levará até à vossa infância, até aos tempos em que aprenderam a ser alguém, até ... Não desistam do Jornal, nem do blogue...um dia mais tarde vão recordar, recordar e ter saudade de tudo aquilo que designamos de passado. Se fizerem o jornal crescer e não deixarem o blogue cair no esquecimento, um dia ainda irão sorrir à custa das fotografias, dos textos, das cores, ... da Vida, por isso vamos lá! Toca a "pôr mãos à obra" como dizia uma pessoa que outrora também tinha andado na vossa escola e, que no dia 8 de Março de 2006, havia pedido, principalmente, aos alunos para "continuar este trabalho". Hoje, dia 15 de Fevereiro, alguém que pertence apenas ao passado, olha para os jornais, para a revista, para o blogue e, quer voltar ao passado, mas isso não é possível. Contudo, pede força de vontade a todos para que, tal como ela possam, um dia, recordar...
...Y...

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domingo, abril 29, 2007

O meu olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...



(Alberto Caeiro)

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